• 20.12.15

    As Termas de Chaves reabriram no passado dia 28 de março com um espaço mais amplo, com novas ofertas ao nível dos tratamentos de cura, mas é sobretudo ao nível dos programas de relaxamento e bem-estar que as modificações são mais notórias. Zonas de relaxamento, sauna, banho turco, massagens geotermais, anti-celulite e linfodrenante, ginásio e thermal kids são algumas das opções que os visitantes também poderão usufruir no novo espaço termal, agora designado por Chaves – Termas&Spa.

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    Paulo Alves – Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal GEMC, EM-SA

    Atrair cada vez mais turistas à cidade é um dos objetivos, mas o presidente do conselho de administração da Empresa Municipal “GEMC, EM-SA”, gestora do equipamento, quer sobretudo que os flavienses disfrutem e usufruam do local.
    Voz de Chaves (V.C.): Quais é que foram as principais obras de remodelação nas Termas de Chaves?
    Paulo Alves (P.A.): As obras de remodelação foram fruto de um processo necessário para a renovação de alas do balneário termal que justificavam uma intervenção profunda nomeadamente ao nível das piscinas, salas de Inaloterapia, e de um espaço com identidade própria para o desenvolvimento do bem-estar termal.
    Este investimento permitiu, ainda, renovar integralmente as redes elétrica e AVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado) que careciam de uma remodelação integral em todo o balneário.
    Com o projeto AQUAE – centro de competências em turismo, termalismo, saúde e bem-estar criou-se também um laboratório de topo que permitirá continuar a realizar o controlo de parâmetros físico-químicos das nossas águas termais, permitindo também alargar horizontes, através da possibilidade de abertura a novos projetos com universidades que pretendam desenvolver investigação sobre o potencial da água termal de Chaves e de futuro, inclusive, comercializar serviços que possam vir a ser prestados.
    V.C.: Qual o investimento nas obras de requalificação e ampliação no equipamento?
    P.A.: Esta obra foi financiada por fundos comunitários a 85%, com um Investimento elegível de 3.5 milhões de Euros.
    V.C.: Ao nível dos tratamentos de cura há novos programas?
    P.A.: A requalificação das Termas de Chaves permitiu o desenvolvimento de novos espaços, no âmbito da cura termal, referindo a título de exemplo a área da reabilitação que será potenciada através de novos serviços na área da fisiatria, contando com um ginásio de apoio totalmente equipado, novos equipamentos instalados nas duas piscinas principais – Aquagym – que permitem desenvolver exercícios na água, com utilização possível tanto para a recuperação de patologias como para alcançar o bem-estar físico.
    V.C.: Já ao nível dos tratamentos de relaxamento e bem-estar, o que é que as pessoas podem encontrar?
    P.A.: A grande novidade encontra-se no espaço dedicado ao bem-estar termal no qual para além da zona de relaxamento criada num espaço voltado para o bosque, encontramos o Flutuário, as cabines de sauna e banho turco, a zona de massagens, tendo-se aqui alargado substancialmente a oferta disponível, indo ao encontro das atuais tendências de mercado no setor turístico-termal. Ao nível da oferta disponibilizada de massagens é possível agora usufruir-se de massagens geotermal, anti-celulite e linfodrenante e a thermal kids especialmente dirigida aos mais novos.
    A área de Spa conta ainda com um ginásio totalmente equipado e a possibilidade de se realizar manutenção física dentro das piscinas, através do recurso aos aparelhos de Aquagym.
    Todos os tratamentos disponibilizados nas Termas de Chaves utilizam em exclusivo a água termal, com propriedades únicas e que permitem alcançar o relaxamento, purificar, desintoxicar e revitalizar, restabelecendo o tão desejado equilíbrio físico e psíquico.
    V.C.: Existe, inclusive, uma campanha promocional com 50 por cento de desconto em todos os tratamentos…. Que programas estão inseridos nessa campanha?
    P.A.: A campanha promocional, em vigor até 14 de maio, assenta na atribuição de um desconto de 50 por cento sobre a inscrição na cura ou termalismo terapêutico sendo os preços praticados de época baixa. No bem-estar termal todos os programas e práticas termais beneficiam de um desconto de 50 por cento.
    V.C.: Existem parcerias ou protocolos com outras instituições?
    P.A.: Temos parcerias estabelecidas com praticamente todas as unidades de alojamento no que concerne à possibilidade dos nossos termalistas aí encontrarem melhores preços, bem como as unidades hoteleiras poderem usufruir dos serviços termais em programas específicos para incluírem nas suas ofertas aos clientes oferecendo um produto integrado.
    Pretendemos que as Termas sejam cada vez mais reconhecidas pelos flavienses como uma unidade termal que permite não só tratar e prevenir problemas de saúde relacionados com as patologias respiratórias, músculo-esqueléticas, do aparelho digestivo e cardio-circulatórias, mas também preservar a qualidade de vida, na ótica do bem-estar termal. Neste sentido, mesmo antes do seu encerramento, iniciamos contatos com todas as Juntas de Freguesia do concelho, no sentido de alargar a toda a população o acesso com benefícios que lhes permitam em condições mais vantajosas frequentar este complexo de referência nacional. As Juntas de Freguesia que pretendam celebrar um protocolo com as Termas e ainda não o tenham feito poderão manifestar essa mesma intenção.
    Com outros agentes turísticos para já não dispomos de quaisquer parcerias, mas estamos certamente recetivos para que tal se possa vir a concretizar noutros setores de atividade, desde que seja reconhecida a sua mais-valia, para aumentarmos a qualidade percebida e reconhecida pelos nossos clientes.
    V.C.: A buvete é outro espaço ligado às Termas e que ainda está encerrado ao público. Quando é que reabre?
    P.A.: Estamos a ultimar algumas pequenas intervenções, que serão breves, prevendo-se a sua abertura dentro de 15 dias.
    V.C.: Tendo em conta que, durante mais de um ano, os aquistas não puderam usufruir do complexo termal… que plano de divulgação está ser seguido pela empresa municipal a fim de recuperar esses e atrair novos aquistas?
    P.A.: A estratégia assenta sobretudo na divulgação e promoção do complexo termal na comunicação social, nomeadamente a passagem de spots num canal de televisão generalista e nas redes sociais, permitindo um alcance alargado e generalizado junto de diferentes targets.
    Foram já iniciados esforços de promoção desde o início do ano com presenças conjuntas através da Eurocidade Chaves-Verín ou do espaço disponibilizado no Porto e Norte de Portugal, em Feiras como a FITUR (Madrid), BTL (Lisboa), Xantar (Ourense). Através de projetos internacionais aos quais estamos associados foi possível ainda marcar presença em Berlim, na ITB. expired domains Pelo facto de sermos membro associado da ATP – Porto Convention Bureau este é ainda outro meio de promoção ao nosso alcance em todos os destinos em que se encontram representados
    V.C.: Com o encerramento das Termas, os termalistas que vinham até cá tiveram de escolher outros destinos para fazer os tratamentos. Existe o receio de os termalistas não regressarem a Chaves?
    P.A.: Estamos em crer que os nossos termalistas reconhecem a qualidade das nossas águas termais e do complexo termal, pelo que certamente voltarão a Chaves para receber os seus tratamentos termais e retemperarem as suas energias. Neste período de pausa houve termalistas que procuraram outros destinos, mas muitos preferiram aguardar pela abertura das Termas de Chaves. Aqueles que procuraram outros destinos poderão também ser veículo da oferta de qualidade do balneário termal de Chaves e trazerem consigo termalistas de outras termas.
    Pela amostra desta primeira semana de funcionamento, estamos convictos que para além dos termalistas que nos visitavam, iremos ter um acréscimo de novos termalistas especialmente no Bem-Estar.
    V.C.: Qual a capacidade total do complexo termal?
    P.A.: O balneário termal tem capacidade para, diariamente, receber cerca de 500 termalistas em ocupação plena de tratamentos de cura e bem-estar termal.
    V.C.: Combater a sazonalidade e manter as Termas abertas ao longo do ano é outro dos objetivos …
    P.A.: Com esta nova perspetiva de abordagem ao setor do turismo de saúde e sendo as Termas de Chaves um pilar estratégico para o desenvolvimento do concelho faz todo o sentido que seja possível manter uma das alas do complexo termal em funcionamento durante todo o ano, em função da procura.
    V.C.: Quantos postos de trabalho foram criados com a reabertura das Termas?
    P.A.: Atualmente, após a abertura das Termas, já criamos 16 postos de trabalho sazonais perspetivando-se alcançar os 60 postos na época alta, com o previsível aumento de termalistas.
    V.C.: Tendo em conta os prejuízos adjacentes ao encerramento das Termas na economia local e agora com a reabertura das Termas…quais é que são as perspetivas?
    P.A.:A reabertura das Termas de Chaves permitirá restabelecer as dinâmicas existentes até ao seu encerramento, com os termalistas a passarem temporadas em Chaves e a ocuparem novamente as unidades hoteleiras, usufruírem da qualidade inegável da nossa gastronomia nos restaurantes e consumirem no comércio tradicional.
    Perspetiva-se que o renovado complexo atraia novos turistas-termalistas, sendo que o fluxo de visitantes à cidade poderá aumentar e por conseguinte ser possível reverter a curto prazo os prejuízos verificados.
    V.C.: O complexo termal é um dos principais ex-libris da cidade e um dos espaços que mais orgulha os flavienses. Acha que com a sua reabertura a identidade flaviense foi reposta?
    P.A.: A identidade flaviense nunca esteve em causa porque felizmente, para além das Termas, temos também um riquíssimo património arquitetónico, natural, gastronómico, entre outros.
    As Termas permitem, sem sombra de dúvida, equilibrar e aumentar esta oferta que agora fica completa e enriquecida e pronta para receber com uma dignidade acrescida os nossos turistas.
    A qualidade terapêutica das nossas águas, aliada ao espaço onde se insere o balneário termal, tornam-no um dos melhores balneários termais do país e mesmo da Europa.

    http://diarioatual.com/?p=211807

  • 30.12.13

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    Na sequência do estudo que o Município contratualizou com a Inovapotek – Pharmaceutical Research and Development, para avaliação do potencial das águas termais na criação de produtos cosméticos, as Termas de Chaves receberam já as primeiras amostras da linha de produtos cosméticos, elaborados à base de água termal, que estão neste momento em avaliação. 

    O estudo visa valorizar e aproveitar um recurso fundamental no concelho – a água termal -, que é uma âncora de desenvolvimento económico local. A intenção do Município é possuir conhecimentos suficientes para, de futuro, se iniciar a produção de cosméticos contendo a água termal de Chaves.

    Como resultado do estudo às características das águas das Termas, surgiram possíveis formulações, que se encontram já testadas, como por exemplo: loção hidratante, máscara hidratante, creme protetor regenerador e creme anti-rugas reafirmante.
    Enquadrado nas ações previstas para o Centro de Desenvolvimento Turístico Termal e de Investigação da Água, o presente estudo foi financiado a 75% por fundos comunitários.

    O projeto POCTEP – Euroregião Termal e da Água, ao abrigo do programa de cooperação transfronteiriça Espanha-Portugal 2007-2013, insere-se no âmbito do Centro de Desenvolvimento Turístico Termal e de Investigação da Água.

  • 21.12.13

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    Dois novos projectos vão avançar este ano nas termas de Chaves e Vidago, num investimento superior a seis milhões de euros.

    As Termas de Chaves são a principal fonte de atracção de aquistas à região. Com mais de cinco mil utentes por ano, são a principal aposta da autarquia para desenvolver o concelho. Este ano, vão ser investidos mais de seis milhões de euros no complexo termal de Chaves e Vidago para fazer da região o grande destino termal português.

    As Termas de Chaves têm uma tradição milenar que remonta ao Império Romano. Com águas indicadas não só para tratamentos de doenças reumáticas, osteoarticulares, do aparelho digestivo e das vias respiratórias, mas também para tratamentos de manutenção, recuperação física e de beleza, estas águas são consideradas as mais quentes da Península Ibérica e as águas bicarbonatadas sódicas mais quentes da Europa, com uma temperatura à nascente de 73 graus durante todo o ano.

    Apesar de muito procuradas, no último ano foram registadas quebras a nível de aquistas e de facturação, afirma Paulo Alves, responsável pela empresa municipal que gere o complexo termal. Há quem venha às Termas de Chaves simplesmente pelo bem-estar, mas a componente terapêutica continua a ser a mais procurada, explica diz Paulo Alves.

    A aposta estratégica da autarquia passa, precisamente, por desenvolver o termalismo e através deste sector atrair turistas. António Cabeleira, vice-presidente da Câmara de Chaves, dá a conhecer dois novos projectos a concretizar este ano para as Termas de Chaves e outro para Vidago, investimentos que vão ultrapassar os seis milhões de euros.

    O sector do termalismo, que traz anualmente mais de cinco mil pessoas a Chaves e o que mais peso tem na economia do concelho, continua, assim, em franco desenvolvimento. É assumido pela autarquia como a grande aposta do desenvolvimento concelhio, uma vez que quer fazer de Chaves o grande destino termal português.

     

    http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=93383

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