HISTÓRIA

A MAGIA DE AQUAE FLAVIAE

As Caldas de Chaves obtiveram alvará de abertura e exploração das mãos do Rei D. Carlos I, em 12 de outubro de 1899.

A existência de uma água que brota misteriosamente do solo, dando um aspeto de água em ebulição, quer de verão quer de inverno, tinha de despertar a curiosidade dos habitantes da região, tendo-lhe sido atribuídas propriedades medicinais para a cura de várias doenças e influenciando os sentimentos dos mais jovens dizendo que “os que beberem águas das Caldas para sempre ficarão ligados a Chaves”.

Os Romanos, esses sabemos que utilizavam a Água com fins medicinais, do qual é testemunha viva o Museu das Termas Romanas AQUAE FLAVIAE.

A época do período romano na Península Ibéria foi determinante para o aproveitamento das águas quentes das Caldas de Chaves, com a qual tratavam as suas sequelas, dando origem à fundação de uma cidade a que o Imperador Titus Flavius Vespasianus deu o nome de AQUAE FLAVIAE.

Dos Romanos vieram as suas leis, costumes e entre eles o amor pela cultura da água, confiados nas virtudes que as Ninfas lhes dariam.

Nos séculos seguintes esta região foi campo de batalhas com os bárbaros, os mouros e outros povos e não existem memórias escritas deste período.

Com a Fundação do Reino de Portugal e a tomada de Chaves as Águas das Caldas voltam a ser utilizadas e citadas em vários livros.

A EVOLUÇÃO ATÉ AOS NOSSOS DIAS

O primeiro livro sobre as águas minero-medicinais portuguesas e que durante um século foi o guia da Hidrologia Portuguesa foi o “Aquilégio Medicinal”, escrito por Francisco da Fonseca Henriques, médico d´El-Rei D. João V, em 1726, com referências às Caldas de Chaves.

Em 1807 começou a ser construída a primeira fonte de mergulho em pedra bem trabalhada para uso dos militares da Praça Forte. O Balneário previsto é que não chegou a ser construído devido às invasões francesas (1808).

Em 1856 as águas das Caldas de Chaves foram caraterizadas como bicarbonatadas sódicas, mesomineralizadas e gasocarbónicas.

Em 1890, a Câmara Municipal manda construir a “Fonte do Gradeamento” ao lado da que já existia, da qual se retirava água que parecia ferver e fumegava. Anos mais tarde, em 1934, é construído sob o “Poço do Gradeamento” uma buvette de colunas de pedra ao gosto romano, sendo a água retirada através de uma pequena bomba manual.

Por despacho do Governo é nomeado Diretor Clínico das Caldas de Chaves o Professor Catedrático da Faculdade de Medicina do Porto, Doutor J. Afonso Guimarães.

No ano de 1945, a Câmara Municipal de Chaves, nomeia Diretor Clínico o Dr. Mário Gonçalves Carneiro para dirigir pela primeira vez a Estância Hidrológica de Chaves.

Em 1949 o banqueiro Dr. Cândido Sotto Mayor compra o direito de exploração das Águas das Caldas de Chaves, construindo um balneário provisório, tendo em 1972 a concessão voltado de novo para a Câmara Municipal sob a presidência do Dr. Agostinho Pizarro.

Começa então a construção do novo balneário constituído por cinco pavilhões interligados entre si que ainda hoje serve, após inúmeras renovações e ampliações, levadas a cabo pelo Município de Chaves.

No ano de 2004 é nomeado o novo Diretor Clínico da estância termal, Dr. António Vicente, mantendo-se em funções até à atualidade.